Eu te alimento, meu amor,
do meu olhar, do meu toque na sua pele macia,
do meu sorriso, do meu querer você.
Eu te alimento de papinhas e estorinhas,
Que vão fazendo você crescer e amar viver.
Eu te alimento, minha pupila,
Das coisas que acredito,
E me alimento,
Da tua presença singular, na minha vida.
Quando eu soube que deveria levar um objeto de afeto, achei que seria uma tarefa simples, mas fui surpreendida ao me deparar com a falta de uma peça de minha estima. Houve um bloqueio, eu não conseguia encontrar nenhum artigo com o qual eu tivesse um vínculo afetivo. Eu gosto de tudo que tenho, mas não lembrava de nada que fosse particularmente especial, exceto um livro que está perdido, e um CD que foi emprestado.
Percebi que meu afeto precisava ser revisto com muito cuidado. Foi então que recordei de um pratinho que usava para alimentar minha filha, na época em que ela era um bebê. Ele tem um valor singular para mim. Eu levei o pratinho para o trabalho em grupo, e mais tarde recordei de outros objetos que são do meu apreço. Essa vivencia foi muito importante, pois ela me levou a rever valores, e a refletir mais sobre meus afetos. Fiz então uma poesia, a qual dedico à minha filha.
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